As cidades inteligentes crescem em todo o mundo, aplicando tecnologias que otimizam muitos dos seus processos, incluindo a gestão de resíduos sólidos urbanos.
O conceito, também chamado de smart city, é utilizado para se referir aos municípios em que a aplicação de tecnologias inovadoras já é uma realidade, tornando os serviços à população muito mais eficientes.
Quando o assunto é a gestão dos resíduos, incluindo processos que vão desde a sua coleta até a destinação final, esses municípios também se destacam, apresentando soluções inovadoras para os problemas ambientais causados por um gerenciamento ineficiente desses materiais.
Neste conteúdo, falamos mais sobre esse assunto e explicamos como as cidades inteligentes se destacam nesse cenário. Confira!
Aplicações de tecnologias na gestão de resíduos em cidades inteligentes
Afinal, o que a aplicação de tecnologias tem a ver com a gestão de resíduos em um município?
Recursos como a Internet das Coisas (IoT) e o Big Data não se destacam apenas no cenário corporativo, auxiliando as empresas na otimização de seus processos, mas também em contextos que envolvem a gestão dos municípios brasileiros, incluindo seus resíduos.
A partir desse tipo de tecnologia, é possível acompanhar de perto os processos de descarte e coleta desses materiais, o que auxilia no desenvolvimento de procedimentos mais eficientes.
Nas cidades inteligentes, é comum que sensores monitorem o nível dos contentores, por exemplo, de forma que as rotas de coleta possam ser otimizadas e os custos operacionais sejam reduzidos.
Assim, vale a pena investir em tecnologias que auxiliem no acompanhamento dos resíduos sólidos urbanos, tornando mais eficazes as operações relacionadas à sua destinação.
Benefícios da implementação de soluções tecnológicas
Implementar soluções tecnológicas na gestão de resíduos sólidos urbanos traz uma série de vantagens, como tem sido observado na experiência das cidades inteligentes ao redor do mundo.
Uma das vantagens de optar por esse tipo de estratégia é a possibilidade de economia de recursos, proporcionada por plataformas que acompanham em tempo real o descarte dos materiais.
Com elas, os esforços das equipes contratadas para serviços de coleta, manuseio e destinação dos resíduos passam a ser melhor direcionados, o que promove ganhos de eficiência operacional e, consequentemente, gera um investimento mais assertivo dos recursos do município.
Além disso, não podemos deixar de mencionar os ganhos ambientais proporcionados por essas soluções.
Exemplos claros dos benefícios ambientais gerados pela implementação de tecnologias nas cidades inteligentes são a redução das emissões de CO₂, promovida pela criação de rotas mais eficientes, além da melhoria na qualidade do próprio serviço de coleta.
Desafios na implementação das cidades inteligentes

Evidentemente, existem diversos desafios para que isso tudo se torne realidade no Brasil.
Vale lembrar que, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), em 2022, foram produzidas 81,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos, sendo que 29,7% tiveram destinação inadequada e apenas 4% foram reciclados.
Informações como essa mostram que temos um longo caminho a percorrer, mas também que é preciso agir com urgência.
No caso da implementação de soluções tecnológicas na gestão de resíduos dos municípios, os custos iniciais e a integração de sistemas ainda representam desafios relevantes, que devem ser considerados ao optar por esse caminho.
Por outro lado, com a expansão das soluções e a criação de cada vez mais ferramentas, a evolução tecnológica tende a oferecer cada vez mais caminhos capazes de transformar a gestão de resíduos sólidos nas cidades brasileiras.
Gostou de saber mais sobre as cidades inteligentes? Para mais conteúdos como esse, continue acompanhando o blog da CONTELURB!
(Imagens: divulgação)